Dra. Thaís Zaidan · Psiquiatra
Sinais que merecem atenção

Isolamento

Querer mais privacidade é parte natural da adolescência. Ficar mais no quarto, preferir os amigos à família e reservar o que sente são movimentos esperados de quem está construindo a própria identidade.

Privacidade e afastamento não são a mesma coisa

Na busca por autonomia, o adolescente se afasta, mas mantém vínculos: conversa com amigos, participa de algumas atividades, tem interesses próprios.

O isolamento preocupante é diferente. Ele é amplo: o adolescente se afasta também dos amigos, abandona o que gostava, recusa convites que antes aceitava e passa a maior parte do tempo sozinho, muitas vezes sem prazer em nada.

O que pode estar por trás

Ansiedade social, sintomas depressivos, experiências de bullying ou exclusão, dificuldades relacionadas à imagem corporal e conflitos familiares estão entre as situações que se expressam por afastamento.

Em muitos casos, o adolescente não consegue nomear o que sente — e o silêncio é lido em casa como desinteresse ou rebeldia.

Como a consulta se organiza nesses casos

Parte do atendimento é reservada só para o adolescente, em um espaço em que ele possa falar sem a plateia da família. Esse cuidado costuma ser decisivo em quadros de isolamento.

Com os responsáveis, o trabalho é entender a história, orientar sobre como manter a aproximação sem invasão e definir juntos os próximos passos.

O que observar em casa

  • Afastamento também dos amigos, e não só da família
  • Abandono de atividades que antes davam prazer
  • Recusa persistente de convites e de sair de casa
  • Falas de desânimo, solidão ou de não ver sentido nas coisas

Se o afastamento é amplo, dura semanas e vem acompanhado de tristeza ou perda de interesse, vale buscar uma avaliação médica.

Quer conversar sobre o que está acontecendo?

Consulta particular com psiquiatra para adolescentes de 11 a 18 anos, 100% online. Nossa equipe explica como funciona e ajuda no agendamento.

Conhecer a consulta

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual. Cada caso deve ser avaliado por um profissional habilitado.

Outros sinais